10 x 1 – Memórias e esquecimentos – Agonia do Canindé

10 x 1 – Memórias e esquecimentos – Agonia do Canindé

Marco Paraná

23/04/2018

Sinopse

Titulo ( provisório) 10 X 1 – Memória e esquecimento do Canindé- Agonia do Canindé

É um documentário sobre a história do Estádio do Canindé, que pertence ao clube da Portuguesa que luta pela sobrevivência.

O filme mergulha na polemica partida de futebol no ano de 1983 entre Corinthians e Tiradentes do Piauí, com um placar de 10 a 1 para o Corinthians, sendo a maior goleada de todos os tempos de um campeonato brasileiro no estádio do Canindé.

O filme costura cada gol da partida, com depoimentos de seus protagonistas, e suas lembranças de jogar no Canindé e a importância do estádio, este que foi casa de muitos craques do futebol brasileiro.

Teremos também depoimentos de personagens que vivem e viveram o dia a dia do estádio do Canindé desde os tempos de glorias até os dias atuais, com uma grave crise financeira indo a leilão público em 4 de outubro de 2017, sem sucesso, somado a uma série de rebaixamentos estando hoje na divisão mais baixa na elite do futebol brasileiro, a série D.

fontes:

01 matéria sobre a crise

02 – Matéria sobre o pedido de tombamento do Canindé e a paixão do torcedo

03 https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/07/01/Qual-a-hist%C3%B3ria-da-derrocada-da-Portuguesa-no-futebol-brasileiro


Tratamento do filme:

É um documentário que contará duas histórias do mundo do futebol. Sendo uma mais dramática e outra de glória.

Começaremos com a partida épica entre o Corinthians x Tiradentes do Piaui, ocorrida no ano de 1983 no estádio da Portuguesa , conhecido com Canindé.O plantel corinthiano passava por um processo de luta pela democracia no país, liderado pelos jogadores Sócrates, Casa Grande, Zenon,Wlademir e Ataliba.

Esse time da década de 80 ficou conhecido com“Democracia Corinthiana”.

O placar da partida foi de 10 a 1 para o Corinthians sendo a maior goleada de todos os tempos do campeonato brasileiro.

O auge da partida foi o gol de bicicleta do jogador Wladimir. Um gol de placa na voz do narrados José Silvério, o pai do rádio.

A cada gol na voz de José Silvério os autores da façanha de balançar a rede do gol contará a emoção da partida e o que foi jogar no Canindé e sua importância de ser preservado.

Teremos depoimentos de José Silvério que contará como era chegar a cabine de transmissão dos jogos e sua relação com o Canindé.

A segunda parte do filme entra na história do Canindé, Desde a sua inauguração no ano de 1956, com depoimentos de personagens apaixonados pelo clube que viveu os tempos de glórias nas décadas de 60,70,80 com muitas conquistas, chegando em 2018 com a falência total do clube correndo o risco de perder o estádio para o mercado imobiliário.

Duas histórias diferentes com a mesma intensidade de amor e paixão pelo clube do coração, costuradas através de relatos de personagens anônimos e ídolos do futebol , sobre a luta de sobrevivência na metrópole de um estádio que guarda as memórias de jogadas históricas.


ESCALETA

1- Começa com imagens de arquivos da inauguração do estádio do Canindé
em
11 de novembro de 1956, com áudio em off do locutor esportivo José Silvéri, dando a escalação dos times para a partida de Corinthians e Tiradentes do Piauí no dia 9 fevereiro de 1983.

2- cenas dos torcedores chegando no estádio para a partida.

– imagens de arquivos de jornalistas em campo antes da partida

– imagens dos jogadores dentro do campo antes do início da partida.

– imagens arquivos dos radialistas nas cabines de transmissão se preparando para inicio a transmissão.

3 – imagens (planos abertos) atuais de carros dos jogadores que irão dar entrevistas, entrando no estacionamento do estádio

– detalhe da mão do porteiro aprendo o portão, detalhes do símbolo do estádio.

– planos fechados dos pés dos jogadores saindo dos carros a caminho da arquibancada.

– plano aberto dos jogadores caminhando pela arquibancada vazia do estádio do Canindé.

4 – Imagens aéreas do estádio, acompanhado a caminhada dos jogadores pela arquibancada.

5 – José Silvério, chegando no estádio

– imagens aberta do locutor caminhando no corredor interno do estádio, que dá acesso a cabine de transmissão.

– imagens da mão abrindo a porta da cabine

– subjetiva do locutor, para a janela de vidro que da vista para o campo.

– imagens de arquivos da partida de 1983 como se fosse uma subjetiva do locutor.

6 – depoimentos-dos autores dos gols do Corinthians, falando sobre os lances da partida.

– imagens de arquivos de cada jogador, durante a partida

– imagens de arquivos , de cada gol , sempre na narração de José Silvério.

7 – Cada entrevistado, fala de suas lembranças de como era jogar no estádio do Canindé.

– imagens de arquivos sobre cada lembranças narradas.

8 – Imagens atuais do estádio, mostrando a decadência e o descaso com a conservação.

– imagens dos funcionários trabalhando na manutenção do estádio.

– imagens em diversos planos do estádio vazio.

9 – Depoimentos dos torcedores que assistiram a partida em 1983 e a suas lembranças do estádio.

10 – Gol de bicicleta do Wladimir (Corinthians) , com a narração do José Silvério.

– imagem do jogador assistindo em um VT o gol.

– Depoimento do jogador sobre a partida e suas memórias do estádio.

11 – Depoimentos de antigos funcionários do estádio, que cuidam da manutenção mesmo sem receber, mostrando o drama de um dia ver ele demolido.

12 – Depoimento do narrador José Silvério, sobre as lembranças de narrar a partida do 10X1, e as lembranças do estádio.

– imagens de arquivos pessoais dele na cabine de transmissão do Canindé.

13 – Imagens de arquivos de craques que jogaram nos Canindé, com por exemplo: Dener, Leonidas da Silva, DJALMA SANTOS,HERMÍNIO DOS ANJOS,ZÉ ROBERTO,JÚLIO BOTELHO,ENÉAS DE CAMARGO, RIVELINO fazendo jogada de gênio- , entre outros:

14 – Imagens de arquivos do último gol da partida entre corinthians e Tiradentes.

– torcida comemorando, jogadores comemorando.

15 – fim de jogo – na voz do locutor em off – diz termina a partida – imagens em PRIMEIRÍSSIMO PLANO (PPP). de cada personagem que deu depoimento.

– imagens da torcida indo embora

– imagens das luzes da cabine de transmissão apagando

– imagens dos luzes do estádio apagando

– imagens do estádio nas escuras.

Imagens do Canindé em PB


PESQUISAS








01 – PORTUGUESA – Série SOM DAS TORCIDAS –

02 – Documentário: PORTUGUESA, SIM SENHOR –

Documentário sobre a conquista do título paulista de 1983

Sala de memória da Portugues



Sobre a Partida

A história, no entanto, reservou um revés para a Sociedade Esportiva Tiradentes. Onze dias após ser derrotado pelo adversário, o Corinthians entrou com uma sede incontrolável em mostrar quem mandava no pedaço. Azar do Tiradentes que acabou entrando na história do futebol brasileiro ao sofrer a maior goleada no campeonato Nacional, que aliás perdura até os dias de hoje.

A goleada só começa aos 24 minutos com gol de penalti, ou seja, já se passavam 1/4 do jogo.

O Tiradentes vencia o jogo por 1 a 0. Com placar agregado de 3 a 1. Assim o Corinthians precisava fazer 4 gols em 65 minutos de jogo, e acabou fazendo 10 gols.

O placar de 10 a 1, retrata bem o que foi o jogo: um massacre do Timão. Diante do que aconteceu nos 90 minutos, o resultado final ficou barato. Poderia ter sido pior para o Tiradentes. O destaque da partida foi o meia Sócrates que marcou, nada mais e nada menos do que cinco gols.

Gols da partida


Descrições de personagens

José Silvério

É considerado por muitos o mais técnico de todos os locutores esportivos de rádio da história. Sua primeira partida foi em julho de 1963, entre Olímpica de Lavras e Bragantino. De lá, foi para as rádios Itatiaia e Inconfidência, de Belo Horizonte, Continental, do Rio de Janeiro e a Rádio Tupi, de São Paulo, como correspondente no Rio.[3]

Chegou em 1975 à Rádio Jovem Pan de São Paulo,[5] onde ficou por 25 anos — apesar de uma passagem de três meses pela Rádio Bandeirantes, em 1985.[4] Era o segundo locutor, atrás de Osmar Santos, mas, com a saída deste, assumiu a titularidade em 1977.[6] Teve ainda uma experiência na TV Manchete, sem deixar o rádio. Desde 2000, trabalha para a Rádio Bandeirantes de São Paulo

Wladimir

Wladimir jogou pelo Corinthians 805 vezes. É também de Wladimir o recorde de participações pelo Corinthians em partidas pelo Campeonato Brasileiro, 268.
Vindo das categorias de base – filho do terrão – teve a sua primeira chance em 1972 numa excursão pela Europa, mas só se firmou no time principal em 1973, um ano depois.

Considerado o melhor lateral esquerdo da história do Corinthians só teve chance na seleção brasileira em uma partida, contra a Colômbia pelas eliminatórias da copa de 1978. Após isso participou da copa América de 1983.

No final de 1985 foi transferido para o Santo André e teve ainda passagem pela Ponte Preta. Voltou ao Corinthians em 1987, mas não mais como lateral esquerdo e sim pra atuar como zagueiro. Em 1987, antes de sua volta e ainda atuando pelo Santo André jogou contra o Corinthians e foi aplaudido de pé pela torcida corinthiana numa demonstração de carinho e respeito.

Biro-Biro

Quando chegou do Sport Recife ao Corinthians o então presidente Vicente Matheus o apresentou dizendo que tinha contratado “um tal de Lero-Lero”.

Volante de origem, Biro-Biro logo se destacou pela sua raça em campo e pela polivalência já que por diversas vezes atuou como meia e até atacante, tendo a oportunidade de anotar mais de 70 gols pelo Corinthians, muitos deles importantes como o da final do Paulista de 1982.

Mesmo não tendo sido formado no terrão, Biro-Biro logo incorporou o estilo corinthiano de jogar e com isso se tornou uma figura querida por toda a nação alvinegra nos 10 anos que vestiu com muito amor e dedicação a camisa do Corinthians.

Além de sua história como jogador, Biro-Biro também entra pra história do Corinthians por ter feito parte e ser uma peça importante da tão famosa “Democracia Corinthiana” junto com Sócrates, Casagrande, Wladimir e outros.

Mesmo após sua saída do Corinthians, Biro-Biro continuou sendo muito querido por todos os corinthianos e ainda hoje é lembrado por todos que o viram jogar por sua raça e total entrega em campo e também pelo seu cabelo loiro encaracolado, tornando-o uma figura única.

Ataliba

Carismático, gago e querido pelos torcedores do Corinthians, o ex-atacante Ataliba começou sua carreira pelo Juventus da Mooca. Lá ele começou a ser reconhecido no cenário paulista, principalmente nas partidas contra o próprio Timão, por ser considerado carrasco da equipe nos anos 70. Contra o time alvinegro, o ex-atleta marcou nove gols em 12 confrontos.

As ótimas atuações contra o Corinthians lhe renderam uma vaga no clube. Em 1982, ele já estava atuando com a camisa alvinegra, atuando ao lado de Sócrates, Zenon, Walter Casagrande, Biro-Biro, entre outros. Participou do movimento da Democracia Corinthiana, ajudando principalmente dentro dos gramados.

No ano seguinte, em 83, ainda conquistou mais um Campeonato Paulista. Fez parte de outro momento marcante da história do clube, na goleada sobre o Tiradentes-PI, que terminou em 10 a 1 para o Timão – sendo até hoje a maior goleada da história do Campeonato Brasileiro -, e Ataliba marcou o sexto gol alvinegro naquele dia.

Ficou no Corinthians até 1984, quando recusou uma proposta do maior rival do time alvinegro, o Palmeiras.

Zenon

O meia começou sua carreira em Santa Catarina, atuando com a camisa do Avaí.

Zenon se juntou a verdadeira seleção dentro do alvinegro, ao lado de jogadores como Sócrates, Walter Casagrande, Biro-Biro e Wladimir. Nessa período ele também se uniu ao movimento Democracia Corinthiana – um dos grandes marcos da história do futebol brasileiro.

Pelo Corinthians conquistou os Campeonatos Paulistas de 1982 e 1983, conquistas que ajudaram muito no movimento em busca da democracia no Brasil. Foi um verdadeiro maestro no meio de campo alvinegro, carregando a camisa 10 nas suas costas. Um dos lances mais memoráveis do atleta pelo Corinthians foi na final do Paulistão de 1983, quando deu um belo passe de calcanhar para o Doutor Sócrates marcar e garantir o título para o alvinegro.

Até os dias de hoje, o atleta é lembrado pela sua incomparável habilidade de organizar as jogadas, além do bigode que sempre o acompanhou durante a carreira.

Rivelino

Formado no futebol de salão (futsal) e nas categorias de base do Corinthians, foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial.

Rivelino é o ídolo mais injustiçado da história do Corinthians.

Considerado por Maradona o maior jogador de todos os tempos e sendo o maior ídolo do Neto, Rivelino enquanto jogou no Corinthians participou das copas de 1970 (aquela que é considerada a melhor seleção nacional de todos os tempos) e da de 1974. Sendo campeão e quarto colocado, respectivamente. Participou ainda da copa de 1978, mas na maior parte das partidas ficou no banco de reservas.

Autor do drible “elástico” e dono de uma bomba de perna esquerda, o “Reizinho do Parque”

Também teve uma rápida passagem na Portuguesa.

Ivair Ferreira, o «Príncipe»

Ex-ponta-de-lança da Portuguesa, Corinthians e Fluminense, hoje mora em São Paulo, no bairro do Jardim São Bento, e trabalha com escolinhas de futebol nos bairros da Aclimação, Tremembé e Ipiranga. Casado, tem um filho de nome Denis.

Nascido em Bauru (SP) no dia 27 de janeiro de 1945, Ivair foi um dos maiores ídolos da história da Lusa do Canindé. Começou no clube com apenas 12 anos de idade, em 1957. Só saiu de lá em 1969, transferindo-se para o Corinthians. Passou depois por Fluminense, Toronto, Los Angeles Astecas e América do Rio. Foi bicampeão da Liga Norte-Americana. Quando estava no Toronto, por sinal, teve a alegria de ver seu filho nascer


Dados da Partida:

S.C. CORINTHIANS (SP)

10

X

1

S.E. TIRADENTES (PI)

LOCAL:

Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, ‘Canindé’, em São Paulo (SP)

CARÁTER:

1ª Fase – 6ª Rodada – Taça de Ouro

DATA:

Quarta-feira, do dia 9 de Fevereiro de 1983

RENDA:

Cr$ 10.656.000,00

PÚBLICO:

17.821 pagantes

ÁRBITRO:

Aristóteles Cantalice (PE)

CORINTHIANS:

Solito; Alfinete, Mauro, Daniel González e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo, 32 do 2º); Biro-Biro, Ataliba (Vidotti, 32 do 2º) e Paulo Egídio. Técnico:Mário Travaglini

TIRADENTES:

Neto; Valdinar, Baiano, Vágner e Zezé (Jeová, 17 do 2º); Zuega, Sabará e Hélio Rocha (Etevaldo, 17 do 2º); Luís Sérgio, Durval e Joniel. Técnico: Alberino de Paula

GOLS:

Sabará, de pênalti, aos 18 minutos (Tiradentes); Sócrates, de pênalti, aos 24 minutos (Corinthians); Sócrates aos 31 e 42 minutos (Corinthians); Biro-Biro aos 37 minutos (Corinthians); Paulo Egídio aos 44 minutos (Corinthians); no 1º Tempo. Ataliba aos quatro minutos (Corinthians); Wladimir aos oito minutos (Corinthians); Paulo Egídio aos 17 minutos (Corinthians); Sócrates, de pênalti, aos 33 minutos (Corinthians); Vidotti aos 42 minutos (Corinthians); no 1º Tempo.

Sobre o Estádio do Canindé

(http://acervo.estadao.com.br/noticias/lugares,caninde,7502,0.htm)

Localizado na Marginal Tietê entre as pontes da Bandeira e a que liga o Pari à Vila Guilherme, o popularmente conhecido Canindé, é na verdade Estádio Doutor Osvaldo Teixeira Duarte, e foi adquirido pelo seu atual proprietário a Portuguesa de Desportos, em 1956. A inauguração foi comemorada no dia 11 de janeiro do mesmo ano, em uma partida entre um combinado de Palmeiras e São Paulo contra a Lusa (vitória de 3 a 2 para os novos donos da casa).

O terreno original pertencia ao Deutsch Sportive, clube da colônia alemã na capital paulista que o vendeu ao São Paulo Futebol Clube durante a Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, o tricolor vendeu para um sócio que o repassou para o time da colônia portuguesa.

Inicialmente as arquibancadas de madeira forneceram ao Canindé o apelido de “Ilha da Madeira”. As de concreto vieram apenas em 1972 (o primeiro anel, com capacidade para 10 mil pessoas), durante a gestão de Oswaldo Teixeira Duarte na presidência da Portuguesa. O presidente seria homenageado no nome oficial do Canindé apenas em 1984, antes disso o estádio era conhecido como Independência.

Endereço: Rua Comendador Nestor Pereira, 33

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